Intervenções Públicas

24 de Agosto de 2017

Discurso da Administradora do Banco Nacional de Angola, Ana Paula do Patrocínio Rodrigues, na abertura da formação sobre Microcrédito para as Entidades Religiosas Inscritas no Conselho de Igrejas Cristâs em Angola - CICA

 

Excelências,

Senhora Secretária Geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola

Reverendíssimas Autoridades Eclesiásticas

Senhores Pastores

Excelentíssimos Srs. Membros do C.A. do Banco Nacional de Angola

Ilustres Convidados;

Minhas Senhoras e Meus Senhores

Em nome do Banco Nacional de Angola, gostaríamos de dar as boas vindas a todos os nossos convidados, representantes das instituições religiosas presentes nesta sessão de formação sobre o microcrédito para as entidades religiosas promovidas pelo BNA, com a colaboração da Sociedade de Microcrédito KIXICREDITO, SA.

No âmbito da política monetária do Banco Nacional de Angola cujo objectivo é a preservação da moeda nacional, a estabilidade dos preços e a prosperidade das famílias angolanas, o BNA elaborou um plano para a promoção e dinamização do microcrédito e do Crédito Pessoal em Angola que visa garantir o acesso aos serviços básicos, às facilidades de formação e capacitação, a criação de auto-negócio, de microempresas, e ao microcrédito.

Nesta conformidade, o Banco Nacional de Angola, no âmbito das suas competências, pretende fomentar, promover e acompanhar as operações de Microcrédito assentes na responsabilidade social e na capacitação das Sociedades de Microcrédito, em parceria com as Entidades Religiosas.

Em Angola, o Microcrédito surgiu em 1999 através do programa governamental que foi destinado, numa primeira fase, às famílias vítimas da guerra.

A primeira instituição de microcrédito formalmente constituída em Angola em 2008, foi a Kixicrédito, a maior, em termos de distribuição geográfica no território nacional.

O instrumento legislativo que aprovou e regula as actividades das Sociedades de Microcrédito e estabelece as bases para o seu exercício de supervisão das Instituições é o Decreto Presidencial Nº 28/11, de 2 de Fevereiro

Em termos quantitativos, o montante máximo permitido hoje para a concessão do Microcrédito Individual ou para Grupo Solidário é de Kz 1.000.000,00 (Um milhão de Kwanzas).

Em 2008 e Maio de 2017, o número de Instituições Financeiras autorizadas aumentou de 1 para 33; o número de Instituições Financeiras em actividade de 1 para 7 e o número de agências de 6 para 113.

Existem também no Sistema Financeiro Angolano, 4 Bancos que exercem actividades de Microcrédito, a saber o BPC, BCI, Banco Sol, Banco de Micro Finanças.

Em 2008 e Maio de 2017, o número de clientes das Sociedades de Microcrédito aumentou de 8.000 para 126.091, bem como o volume de carteira de crédito de Kz 530,74 milhões para Kz 9.154,36 milhões.

Excelências,
Minhas Senhoras,
Meus Senhores,

Pelo acima exposto, concluímos que o Microcrédito, embora seja um crédito de montante não elevado, comporta benefícios sociais e económicos de grande impacto para a economia angolana, tais como:

  • A criação de uma actividade sustentável capaz de gerar um excedente de rendimento que compense o capital emprestado;
  • O pequeno investimento que cria um negócio e o próprio emprego;
  • A facilitação de empreendedorismo
  • A promoção da inclusão financeira
  • O incentivo à formalização da economia informal
  • O aumento da receita fiscal
  • A melhoria da qualidade de vida das nossas populações
  • A redução da pobreza, criando emprego e rendimentos para as famílias

Ilustres participantes

Para finalizar, e não menos importante, congratulamo-nos com a colaboração da Kixicrédito que com base na sua experiência, participa neste programa de formação para fomento e promoção de Microcrédito, bem como às entidades religiosas, por terem aceite o convite formulado pelo Banco Nacional de Angola.

Bem haja a todos e muito obrigado