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19 de Maio de 2017

Conferência sobre "As Transformações Económicas Estruturais que África Enfrenta no Século XXI"

O Conselho de Administração do Banco Nacional de Angola realizou no dia 19 de Maio, às 9h00, no auditório do Museu da Moeda, a conferência subordinado ao tema “As Transformações Económicas Estruturais que África enfrenta no Século XXI – O contributo do sector financeiro para a prosperidade”, dirigida aos representantes do sistema financeiro e bancário, estudantes e académicos.

Na sua alocução de abertura, Ana Paula Rodrigues, Administradora do Banco Nacional de Angola, referiu que o país está a caminhar para o segundo semestre do ano e existe a necessidade de em conjunto, refletirmos sobre as transformações económicas, estruturais que África enfrenta no Século XXI.
 
O antigo sub-secretário da ONU e secretário-executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Carlos Lopes, indicou as estatísticas das contas nacionais e estatísticas demográficas como as duas mais importantes que os países de África precisam, para transformação estrutural das suas economias visando o aumento da produtividade do continente.
 
O professor Doutor Carlos Lopes, actualmente professor da Universidade de Cape Town e Visting Fellow da Oxford Martin School,  frisou que África precisa de fazer uma transformação no tecido económico das estruturas económicas, para poder modernizar a economia e passar de baixa produtividade para alta produtividade, num contexto que é difícil para África, mas que não é de todo impossível.  É possível diversificar a economia produzindo as mesmas coisas sem transformação do que os vizinhos já produzem.
 
“As indústrias extractivas em África empregam apenas 6% do Produto Interno Bruto africano, mas tem um peso predominante nas exportações e por consequência tem um carga preponderante nas rendas que os países recebem nas exportações.” Esta é a situação que tem que ser alterada”, Afirmou Carlos Lopes.
 
Abordou também a necessidade das economias africanas se libertarem da dependência das matérias-primas, situação que considerou uma das grandes características da economia do continente.
 
Acrescentou ainda, que a dependência faz com que quando o preço delas vai para cima as notícias parecem boas e quando os preços decaem há uma procura mais limitada e deprimida. Nós temos muitos problemas de tesouraria e défice que origina todo tipo de dificuldades macroeconómicas.
 
"Temos que sair deste tipo de dependência", disse o palestrante, afirmando que a África pode utilizar as suas matérias-primas a bom proveito, transformando-as, dando maior benefício e valor acrescentado, e isso é muito mais do que falar da diversificação da economia” Salientou o académico Carlos Lopes.
 
À titulo conclusivo, o académico realçou que as economias africanas precisam de transformação estruturais que actuam em grandes mudanças na forma como se fazem as políticas económicas e aumentam produtividade.
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